sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Fuja de bajulador que "paga de amigo". Alerta! "Como Tirar Proveito de Seus Inimigos"

Não se deprima se você acabou de descobrir ser alvo do ódio de alguém. Ao contrário do que prega o discurso pacifista do politicamente correto, aprender a lidar com rivais é um ótimo caminho para crescer, amadurecer e obter o sucesso. Pior é estar cercado de bajuladores que "pagam de amigo", jogando casca de banana em seu caminho.
Essa avaliação surge no primeiro século da era cristã com o filósofo grego Plutarco, autor de "Como Tirar Proveito de Seus Inimigos", texto que seduziu pensadores clássicos como o suíçoRousseau (1712-78) e o francês Montaigne (1533-92).
"Há necessidade amigos sinceros e inimigos ardentes: uns nos afastam do mal por suas advertências, os outros, por sua censura", cita a obra clássica da filosofia, para quem "é da boca de nossos inimigos que nos é preciso ouvir a verdade".
O pensador grego relaciona indícios para distinguir amigos de bajuladores. O livro sustenta que devemos ficar atentos a quem só nos cobre de elogios e sempre concorda com nossas opiniões.
"O bajulador é inteiramente semelhante ao camaleão, que pode assumir todas as cores exceto a branca."
Segundo Plutarco, a semelhança dos gostos está na origem da amizade, enquanto o bajulador a dissimula.
"O que fundamenta antes de tudo a amizade é a identidade dos regimes de vida e a semelhança dos costumes; e, geralmente, a similitude dos gestos e das aversões é a primeira coisa que nos liga e nos prende, através das sensações. O bajulador percebe-o perfeitamente; e, como um objeto que se talha, ele se transforma e se modela, adaptando-se e conformando-se, por imitação, àqueles de quem procura ganhar o coração."

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